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Close-up do rosto de mulher madura evidenciando jowls e flacidez leve na região da mandíbula e do pescoço.

Jowls: o que causa a perda da linha da mandíbula e como tratar

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junho 9, 2026
Close-up do rosto de mulher madura evidenciando jowls e flacidez leve na região da mandíbula e do pescoço.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. João Carlos Pereira Filho, cirurgião plástico especializado em procedimentos estéticos da face e do pescoço, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da The Aesthetic Society (ASAPS), e integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. 

Jowls: a queda dos tecidos na mandíbula é um fenômeno estrutural e não apenas estético

Existe uma queixa que aparece com frequência nas consultas de cirurgia plástica facial e que raramente chega com esse nome. A paciente não sabe o que são jowls, mas sabe exatamente o que sente.

Em muitos casos, ela usa um termo que circula nas redes sociais: bulldog face, aquele contorno de bochecha descida que apaga a linha da mandíbula e cria volume onde antes havia estrutura.

Entender a origem dos jowls é o primeiro passo para entender por que o caminho da correção precisa ser igualmente profundo.

O que são jowls?

Acúmulo e queda de tecidos na mandíbula

O termo jowls vem do inglês e designa a flacidez lateral da mandíbula,  região entre o canto da boca e o ângulo mandibular que, com o envelhecimento, começa a “vazar” para fora do contorno natural do rosto.

Não se trata de gordura localizada como a papada (que fica abaixo do queixo). Os jowls estão ao lado, na borda da mandíbula, e resultam de uma combinação entre:

  • Queda gravitacional dos tecidos moles;
  • Frouxidão das estruturas de suporte (ligamentos e SMAS);
  • Redistribuição dos compartimentos de gordura da face.

Formação do aspecto bulldog face

Quando os jowls se formam, a linha da mandíbula deixa de ser uma linha. Ela se transforma em uma curva interrompida por um volume pendular. 

A bochecha, que antes transicionava de forma elegante para o pescoço, agora desce e se projeta lateralmente, criando o que muitos reconhecem como um rosto “derretido” ou “quadrado”.

Perda da transição entre rosto e pescoço

Um rosto jovem apresenta um ângulo claro entre o mento e o pescoço, uma geometria que confere definição e leveza. 

Com a queda dos tecidos, essa transição se torna suave demais, sem demarcação, fazendo com que rosto e pescoço pareçam se “fundir” em um contorno impreciso.

Como os jowls alteram o contorno facial?

Além da perda de definição mandibular, os jowls:

  • Aprofundam os sulcos labiomandibulares (que descem da boca em direção ao queixo);
  • Criam assimetrias de volume na porção inferior do rosto;
  • Contribuem para uma expressão de cansaço ou “seriedade” que não; corresponde ao estado emocional de quem a carrega.

Por que os jowls aparecem com o envelhecimento?

O envelhecimento facial é a soma de alterações em múltiplas camadas anatômicas que ocorrem simultaneamente. Cada uma delas contribui para a formação dos jowls.

Queda dos compartimentos de gordura da face

O rosto é composto por múltiplos compartimentos de gordura, cada um com sua posição tridimensional específica.

Com o envelhecimento, esses compartimentos perdem volume e posição, descendo em direção à gravidade. 

O compartimento malar, que antes projetava a bochecha para fora e para cima, migra para baixo e se redistribui sobre a mandíbula, contribuindo diretamente para a formação dos jowls.

Afrouxamento dos ligamentos faciais

A face é sustentada por uma rede de ligamentos que conectam a pele ao esqueleto e às fáscias profundas.

Os ligamentos mandibulares e massetéricos são os principais responsáveis pela ancoragem dos tecidos na região inferior do rosto. 

Com o tempo, esses ligamentos se alongam e perdem tensão, deixando os tecidos literalmente livres para descer.

Enfraquecimento do SMAS

O SMAS (Superficial Musculoaponeurotic System) é a camada muscular e aponeurótica que funciona como o “andaime” da face. Com o envelhecimento, perde tonicidade e espessura, reduzindo sua capacidade de resistir à tração gravitacional.

Por isso, o reposicionamento do SMAS é central em qualquer técnica cirúrgica que pretenda corrigir jowls de forma estrutural e duradoura.

Reabsorção óssea da mandíbula

Um elemento menos visível, mas igualmente determinante: com o envelhecimento, o osso mandibular se retrai por reabsorção. 

A “plataforma” sobre a qual os tecidos moles repousam fica menor, amplificando ainda mais o efeito de queda.

Flacidez do pescoço associada

Os jowls raramente existem de forma isolada. A queda dos tecidos mandibulares está frequentemente associada ao afrouxamento do músculo platisma e ao acúmulo de gordura abaixo do queixo.

Tratar os jowls sem considerar o pescoço pode resultar em uma correção parcial, com resultado aquém do esperado.

Para entender visualmente como cada uma dessas camadas se transforma com o tempo e por que os jowls surgem como consequência desse processo, o Dr. João Carlos Pereira Filho explica mais:

Jowls não são apenas excesso de pele

Essa é a distinção mais importante para quem busca uma solução eficaz.

O papel das estruturas profundas

Os jowls não são o resultado de pele sobrando. São o resultado de estruturas profundas, como gordura, ligamentos, SMAS e osso, que perderam posição e tônus.

Tratar apenas a superfície pode suavizar levemente a aparência, mas não reposiciona o que está deslocado em camadas mais profundas.

Por que cremes não resolvem?

Produtos tópicos agem na epiderme e, em alguma extensão, na derme. Os jowls têm origem abaixo da derme, no subcutâneo, no SMAS, nos ligamentos.

O alcance físico de qualquer ativo cosmético simplesmente não chega à profundidade onde o problema se origina.

O limite dos bioestimuladores

Bioestimuladores de colágeno têm papel legítimo no rejuvenescimento facial quando indicados corretamente.

Eles melhoram a qualidade e a espessura da pele e recuperam volume em áreas de deflação. Mas não reposicionam tecidos que já migraram de lugar. Em jowls moderados a graves, seu efeito é limitado.

Por que preenchimento pode piorar o rosto

Esta é uma das orientações mais importantes da medicina estética facial contemporânea: o preenchimento com ácido hialurônico, quando aplicado para “mascarar” os jowls, frequentemente adiciona volume a uma região que já tem volume em excesso.

O resultado tende a ser um rosto ainda mais pesado, o chamado “rosto inflado”, com perda progressiva da harmonia entre os terços. 

O preenchimento pode ajudar discretamente em casos muito iniciais e com indicação precisa, mas não é a solução para jowls estabelecidos.

Como corrigir jowls?

A escolha do tratamento depende do grau de flacidez, da qualidade dos tecidos e da avaliação individual. As principais opções são:

  • Face Lift Deep Plane — reposicionamento estrutural profundo;
  • Neck Lift associado — integração mandíbula-pescoço;
  • Lipo Cervical — complemento em casos com gordura localizada;
  • Mini Facelift — alternativa para flacidez leve e inicial.

Facelift Deep Plane: reposicionamento estrutural real

O Face Lift é o procedimento que oferece correção mais consistente e duradoura dos jowls. Entre as técnicas, o Deep Plane Facelift opera abaixo do SMAS, liberando diretamente os ligamentos que mantêm os tecidos “presos” na posição caída.

Com essa liberação, é possível reposicionar gordura, músculo e pele em vetores corretos, não apenas esticar a superfície, mas devolver às estruturas profundas a posição que tinham anos antes. 

O resultado é uma aparência natural, sem o aspecto “puxado”, com longevidade superior às técnicas superficiais.

Neck Lift associado: integração mandíbula-pescoço

Como jowls e flacidez cervical costumam coexistir, o Neck Lift é frequentemente indicado em associação ao Face Lift. 

A correção conjunta restaura a transição entre o rosto e o pescoço e aquela definição embaixo do queixo que caracteriza um perfil jovem e elegante.

Lipo Cervical em casos selecionados

Em pacientes que também apresentam excesso de gordura abaixo do queixo, a lipo cervical pode ser uma ferramenta complementar, sempre dentro de uma avaliação individualizada.

Mini Facelift: quando pode ajudar

O Mini Facelift é uma alternativa para pacientes em estágios iniciais, com flacidez leve a moderada e boa qualidade de pele. Sua abordagem é mais limitada e atua em planos mais superficiais, o que restringe sua capacidade de corrigir jowls pronunciados. 

Conheça também a opção do Facelift Endoscópico, indicado para casos específicos com menor invasividade.

Jowls vs. papada: qual a diferença?

Papada = gordura

A papada é o acúmulo de gordura abaixo do queixo. Cada caso tem um tratamento mais adequado, e por isso a avaliação com um cirurgião plástico é essencial antes de qualquer decisão.

Jowls = queda lateral da mandíbula

Os jowls flanqueiam a mandíbula lateralmente. Sua origem é estrutural, não apenas de acúmulo de gordura e seu tratamento ideal envolve reposicionamento, não apenas redução de volume.

Muitos pacientes têm os dois juntos

É comum que a mesma paciente apresente jowls e papada simultaneamente. Nesses casos, a avaliação criteriosa do cirurgião determina quais estruturas precisam ser abordadas e em qual combinação de procedimentos.

Harmonização resolve jowls?

Quando ajuda discretamente

Em fases muito iniciais, quando a perda de contorno é sutil, bioestimuladores aplicados no malar e no mento podem criar uma melhora visual discreta, ao recuperar volume nas regiões adjacentes.

Quando gera excesso de peso facial

Em jowls moderados e graves, a harmonização orofacial tende a agravar o problema. 

Adicionar volume a uma face que já tem excesso de peso na porção inferior resulta no “rosto inflado”, uma aparência artificial que se distancia do rejuvenescimento natural. 

Para entender melhor essa diferença, veja o conteúdo sobre fios vs. facelift.

O risco do “rosto inflado”

O envelhecimento é também deflação em certas regiões e acúmulo em outras. Preenchimentos sequenciais sem uma leitura estrutural da face levam a um rosto cheio, mas sem elegância. 

Esse fenômeno reforça a importância de uma abordagem que olhe para o rosto como um todo tridimensional.

Como recuperar a linha da mandíbula de forma natural?

Vetores corretos de tração

A linha da mandíbula só é recuperada quando os tecidos são reposicionados nos vetores adequados, lateralmente e superiormente, não apenas “puxados para trás”.

Técnicas que trabalham em planos profundos, como o Deep Plane, reposicionam as estruturas na direção que o envelhecimento reverteu.

Rejuvenescimento estrutural

O princípio orientador é estrutural: devolver à face a posição tridimensional que seus tecidos tinham, não criar uma face nova, mas restaurar a que já existia. 

Isso vale tanto para a técnica cirúrgica quanto para procedimentos complementares, como a lipoenxertia no rosto, que pode repor volume em áreas defladas sem sobrecarregar as que já têm excesso.

Preservação da identidade facial

Um resultado natural preserva a identidade da paciente. O objetivo é que a pessoa se reconheça no espelho com satisfação. 

Esse princípio guia toda a abordagem cirúrgica do Dr. João Carlos Pereira Filho: resultados sofisticados, naturais e duradouros.

Quem costuma se incomodar mais com jowls?

Mulheres após os 40

O grupo que mais busca soluções para jowls é formado por mulheres entre 40 e 60 anos, justamente o período em que o envelhecimento facial tende a se acelerar, com perda progressiva de colágeno, redistribuição dos compartimentos de gordura e afrouxamento das estruturas de suporte. 

A deflação da bochecha lateral, por exemplo, já se torna evidente nessa faixa etária, tornando a queixa do contorno mandibular especialmente frequente nesse perfil.

Pacientes com emagrecimento facial

Pacientes que emagreceram significativamente frequentemente relatam piora do contorno mandibular após a perda de peso. 

A gordura que antes sustentava os tecidos foi reduzida, mas ligamentos e pele não acompanharam essa retração.

Pacientes frustradas com preenchimento

Um perfil crescente nas consultas é o de pacientes que já realizaram múltiplas sessões de preenchimento sem resultado ou com piora. 

Essas pacientes chegam com clareza sobre o que não funcionou e com necessidade de uma avaliação cirúrgica honesta.

Onde consultar sobre jowls em São Paulo?

Os jowls são uma expressão do envelhecimento facial profundo e compreender sua origem é o que permite indicar o tratamento correto para cada caso.

Se você se reconhece na descrição de um rosto que “caiu” ou que perdeu a definição mandibular, uma avaliação presencial é o primeiro passo real. 

Não para decidir o que vai ser feito, mas para entender o que está acontecendo e quais opções estão disponíveis para você.

O Dr. João Carlos Pereira Filho é um cirurgião plástico especializado em procedimentos estéticos da face e do pescoço, com o objetivo de rejuvenescer e melhorar os contornos da região.

Atualmente, o cirurgião realiza atendimentos nas clínicas:

Pereira Medical

  • Av. Ibirapuera, 1753 – 9° Andar – Indianópolis, São Paulo. 

E as cirurgias são realizadas no Hospital Israelita Albert Einstein, no endereço: Av. Albert Einstein, 627 – Morumbi – SP.

Agende sua consulta e descubra qual é a melhor opção para o seu caso.

Conheça o Dr. João Carlos Pereira Filho

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Formado em medicina com 24 anos na PUC-SP, na Faculdade de Medicina de Sorocaba, também realizou residência médica de cirurgia geral e trauma nessa mesma instituição. 

Atualmente, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e membro internacional da The Aesthetic Society (ASAPS). 

Além disso, faz parte do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e é responsável pela reconstrução de mama do Programa Cuidar, desta mesma instituição.

Desde janeiro de 2021, tem se dedicado de forma exclusiva às cirurgias de Face Lift, Neck Lift e Forehead Lift para melhorar os contornos das estruturas do rosto e pescoço, buscando melhorar toda a estética e beleza dessas regiões. 

Essa dedicação é representada pelas viagens frequentes em busca de conhecimento, seja visitando os cirurgiões que são referências nessas áreas, seja em dissecções, cursos, congressos e encontros internacionais e nacionais.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @drjoaocarlospereiraf e do Youtube Dr. João Carlos Pereira Filho.

FAQ – Perguntas frequentes sobre jowls

O que são jowls?

Jowls são a queda dos tecidos moles, como gordura, pele e estruturas de suporte, na região lateral da mandíbula. Com o envelhecimento, esses tecidos migram para baixo, ultrapassando o contorno ósseo da mandíbula e criando um aspecto de rosto “pesado” ou “derretido”.

Jowls são o mesmo que papada?

Não. A papada é o acúmulo de gordura abaixo do queixo, na região do submento. Os jowls estão na posição lateral da mandíbula, ao lado, não abaixo. Ambos podem coexistir no mesmo paciente, mas têm origens distintas e tratamentos diferentes.

Como eliminar jowls?

A forma mais eficaz de eliminar jowls depende do grau de queda e das estruturas envolvidas. Em casos leves, procedimentos minimamente invasivos podem oferecer alguma melhora. 

Em casos moderados a graves, técnicas de Face Lift, especialmente o Deep Plane, oferecem o reposicionamento estrutural necessário para uma correção real e duradoura.

Como tratar jowls sem cirurgia?

Ultrassom microfocado, radiofrequência e bioestimuladores podem oferecer melhora discreta em estágios iniciais. No entanto, nenhum desses métodos atua no plano dos ligamentos e do SMAS, onde o problema tem sua origem. Para jowls estabelecidos, a avaliação cirúrgica é indicada.

Preenchimento resolve jowls?

Em casos muito iniciais e com técnica criteriosa, o preenchimento pode suavizar levemente a aparência dos jowls. Em casos moderados a graves, no entanto, tende a adicionar peso a uma região já pesada, agravando o aspecto de “rosto inflado”. A avaliação individualizada é fundamental antes de qualquer procedimento.

Jowls pioram com o tempo?

Sim. O envelhecimento estrutural é progressivo. Sem intervenção, os ligamentos continuam se afrouxando, o SMAS perde tonicidade e a queda dos tecidos se acentua. A velocidade varia conforme a genética, a exposição solar, as flutuações de peso e outros fatores individuais.

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Autor

João Carlos Pereira

Cirurgião Plástico e especialista em Cirurgias estéticas e reconstrutivas faciais.
CRM/SP: 163.632 | RQE: 87.689

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