
O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. João Carlos Pereira Filho, cirurgião plástico especializado em procedimentos estéticos da face e do pescoço, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da The Aesthetic Society (ASAPS), e integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.
O Ultraformer oferece uma tecnologia que tem seus limites no que se refere ao efeito da ação do tempo. Já o Face Lift traz uma abordagem mais eficaz para reposicionar estruturas profundas e promover rejuvenescimento facial mais completo
Quem pesquisa sobre Ultraformer, na maioria das vezes, está em busca de uma resposta honesta para uma pergunta bastante específica: esse procedimento funciona mesmo para a minha flacidez?
Antes de chegar a essa resposta, é importante esclarecer um ponto que nem sempre fica claro: Ultraformer é um nome de marca, uma das plataformas de ultrassom microfocado disponíveis no mercado.
O que provoca o efeito no tecido é a tecnologia do ultrassom microfocado em si.
Ao longo deste artigo, vamos explicar como o ultrassom microfocado funciona, o que ele consegue tratar, quais são seus limites reais e quando a flacidez já exige uma abordagem cirúrgica como o Face Lift.
O que é o Ultraformer?
Ultrassom microfocado: o que a ciência explica?
O ultrassom microfocado é uma tecnologia não invasiva que entrega energia acústica concentrada em profundidades específicas da pele, sem qualquer incisão.
Essa energia forma pontos precisos de coagulação térmica, chamados de thermal coagulation points (TCPs), nas camadas-alvo do tecido, sem afetar a superfície da pele.
De acordo com revisão publicada no Aesthetic Surgery Journal, periódico oficial da The Aesthetic Society, o ultrassom microfocado atua atingindo temperaturas entre 60°C e 70°C em pontos focais específicos da derme e do tecido subcutâneo.
Esse aquecimento controlado desnatura o colágeno local e desencadeia uma resposta de reparo tecidual conhecida como neocolagênese, a formação de novo colágeno.
Estímulo de colágeno
O resultado não é imediato. Após os pontos de coagulação térmica serem criados, o organismo inicia um processo gradual de remodelação tecidual: as fibras de colágeno danificadas se contraem, fibroblastos são recrutados para a área e novo colágeno começa a ser sintetizado.
Esse processo se desenvolve ao longo de semanas e meses após o procedimento, o que explica por que os resultados do ultrassom microfocado aparecem de forma progressiva, não imediata.
Camadas profundas da pele
O ultrassom microfocado se diferencia de outros dispositivos não invasivos por conseguir atingir camadas mais profundas da pele.
Conforme revisão publicada no Aesthetic Surgery Journal, o equipamento direciona energia a até 4,5 mm de profundidade, nível que corresponde ao SMAS, a mesma camada muscular que o cirurgião aborda no Face Lift.
É justamente essa capacidade de chegar ao fundo sem fazer incisão que sustenta o argumento clínico do tratamento.
O que o ultrassom microfocado melhora?
Flacidez leve
O cenário mais favorável para o ultrassom microfocado é o paciente no início do processo de flacidez no rosto, aquela perda sutil de firmeza que ainda não comprometeu o contorno facial de forma evidente.
Nessa fase, a neocolagênese induzida pelo tratamento consegue traduzir-se em melhora visível de tônus e sustentação da pele.
Contorno facial
Em graus iniciais de queda, o ultrassom microfocado pode contribuir para uma leve melhora no contorno da face, especialmente nas regiões onde a pele começa a perder sustentação, como o terço médio e a região perioral.
O resultado não é uma transformação estrutural, mas uma melhora de qualidade de pele que, dependendo do caso, é valorizada pelo paciente.
Região da mandíbula
A linha da mandíbula é um dos marcadores mais evidentes do envelhecimento facial. Com o tempo, a perda de sustentação dos ligamentos retentores e a migração dos compartimentos de gordura contribuem para que essa linha deixe de ser definida.
Em flacidez leve, o ultrassom microfocado pode oferecer alguma melhora nessa região, mas quando há queda estrutural real, o procedimento não tem condições técnicas de reposicionar tecido.
Pescoço e papada
O pescoço é uma das áreas onde o ultrassom microfocado costuma apresentar resultados mais consistentes em casos de flacidez incipiente.
Para a papada com acúmulo de gordura subplatismal, o efeito é mais limitado: o equipamento estimula a pele sobrejacente, mas não reduz volume.
Quando o ultrassom microfocado funciona bem?
Flacidez inicial
A indicação mais sólida para o ultrassom microfocado é a flacidez no início, quando o paciente percebe os primeiros sinais: pele menos firme, contorno começando a ceder, mas ainda sem queda estrutural evidente.
Nessa fase, a neocolagênese ainda consegue fazer diferença perceptível.
Pacientes mais jovens
Pacientes com tecidos mais jovens tendem a apresentar melhor resposta ao tratamento.
Não porque a tecnologia seja diferente, mas porque a capacidade de resposta fibroblástica ao estímulo térmico é mais intensa em organismos que ainda produzem colágeno com qualidade.
Prevenção do envelhecimento
Uma das aplicações mais coerentes do ultrassom microfocado é a preventiva: utilizá-lo como parte de uma estratégia de manutenção antes que a flacidez se instale de forma pronunciada.
Nesse contexto, a tecnologia atua como um estímulo periódico de renovação, ajudando a retardar a perda de sustentação que ocorre naturalmente com o envelhecimento.
Limites do ultrassom microfocado
Queda estrutural da face
O ultrassom microfocado estimula o colágeno. O que ele não faz é reposicionar tecido.
Quando a flacidez já evoluiu para uma queda estrutural da face, quando os ligamentos retentores perderam sua função de ancoragem e os compartimentos de gordura migraram para regiões inferiores do rosto, o estímulo de colágeno não tem condições de reverter esse quadro.
A pele pode melhorar de textura, mas a arquitetura facial comprometida permanece.
Jowls importantes
Os jowls, o acúmulo de tecido sobre a mandíbula que confere ao rosto uma aparência pesada e envelhecida, são uma manifestação de perda estrutural.
Quando estão marcados, o ultrassom microfocado não vai reduzir nem reposicionar esse tecido. É uma limitação técnica, não um erro de indicação.
Flacidez avançada
Em pacientes com flacidez avançada, os resultados do ultrassom microfocado tendem a ser insatisfatórios, porque a demanda supera a capacidade da tecnologia.
É possível que haja uma leve melhora da qualidade de pele, mas o paciente que esperava uma transformação visível tende a se frustrar.
Quando o Face Lift é mais indicado?
Quando a avaliação clínica identifica perda de sustentação estrutural, como bochechas caídas, bigode chinês pronunciado, jowls evidentes, perda de definição da mandíbula, o procedimento com respaldo técnico para tratar essas alterações é o Face Lift.
A cirurgia age diretamente nas estruturas profundas da face: libera ligamentos retentores, reposiciona o SMAS e os tecidos subjacentes, e remove o excesso de pele. É um tratamento estrutural para um problema estrutural.
Ultrassom microfocado vs. Face Lift
Estímulo de colágeno vs. reposicionamento
Essa é a diferença essencial entre os dois tratamentos. O ultrassom microfocado trabalha por estímulo biológico: cria pontos de coagulação térmica que desencadeiam neocolagênese.
O Face Lift trabalha por acesso cirúrgico direto: o cirurgião visualiza as estruturas, libera os ligamentos que prendem o tecido em posição caída e reposiciona tudo em uma localização mais adequada, sem tensão residual que a natureza possa reverter. São mecanismos de ação completamente distintos.
O Dr. João Carlos Pereira Filho explica em detalhes por que o reposicionamento cirúrgico entrega resultados que nenhum tratamento não invasivo consegue replicar:
Diferença de durabilidade
O estímulo de colágeno gerado pelo ultrassom microfocado tem duração limitada, com necessidade de reaplicações periódicas.
O Face Lift oferece resultados estruturais que, conforme descrito na literatura científica, podem se estender por mais de uma década, variando conforme a técnica utilizada, a constituição genética do paciente e a idade no momento da cirurgia.
Diferença de resultado
A diferença de resultado é proporcional à diferença de indicação. Para uma flacidez leve, o ultrassom microfocado pode entregar uma melhora satisfatória.
No caso de flacidez moderada a avançada, o Face Lift entrega o que o procedimento não invasivo não consegue: reposicionamento real de tecido, definição de contorno e rejuvenescimento estrutural duradouro.
Para pacientes que buscam complementar o tratamento com estímulo de colágeno e remodelação mais profunda, opções como o Morpheus podem integrar o planejamento de forma estratégica, sempre a partir de uma avaliação individualizada.
Onde fazer Face Lift em São Paulo?
A decisão deve ser guiada pela avaliação honesta do grau de envelhecimento e da estrutura facial de cada paciente.
Cada caso é diferente, e a escolha certa começa por entender o que está acontecendo nas camadas profundas do rosto.
O Dr. João Carlos Pereira Filho é um cirurgião plástico especializado em procedimentos estéticos da face e do pescoço, com o objetivo de rejuvenescer e melhorar os contornos da região.
Atualmente, o cirurgião realiza atendimentos nas clínicas:
Pereira Medical
- Av. Ibirapuera, 1753 – 9° Andar – Indianópolis, São Paulo.
E as cirurgias são realizadas no Hospital Israelita Albert Einstein, no endereço: Av. Albert Einstein, 627 – Morumbi – SP.
Agende sua consulta e descubra qual é a melhor opção para o seu caso.

Conheça o Dr. João Carlos Pereira Filho

Formado em medicina com 24 anos na PUC-SP, na Faculdade de Medicina de Sorocaba, também realizou residência médica de cirurgia geral e trauma nessa mesma instituição.
Atualmente, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e membro internacional da The Aesthetic Society (ASAPS).
Além disso, faz parte do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e é responsável pela reconstrução de mama do Programa Cuidar, desta mesma instituição.
Desde janeiro de 2021, tem se dedicado de forma exclusiva às cirurgias de Face Lift, Neck Lift e Forehead Lift para melhorar os contornos das estruturas do rosto e pescoço, buscando melhorar toda a estética e beleza dessas regiões.
Essa dedicação é representada pelas viagens frequentes em busca de conhecimento, seja visitando os cirurgiões que são referências nessas áreas, seja em dissecções, cursos, congressos e encontros internacionais e nacionais.
Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @drjoaocarlospereiraf e do Youtube Dr. João Carlos Pereira Filho.
FAQ – Perguntas frequentes
O Ultraformer funciona para flacidez?
Sim, principalmente em casos de flacidez leve a moderada. O ultrassom microfocado estimula a produção de novo colágeno nas camadas profundas da pele, o que contribui para melhora de firmeza e tônus. Em flacidez avançada ou com queda estrutural da face, os resultados tendem a ser insuficientes.
O Ultraformer substitui o Face Lift?
Não. O Ultraformer, assim como qualquer plataforma de ultrassom microfocado, age por estímulo de neocolagênese. O Face Lift age por reposicionamento cirúrgico das estruturas profundas da face.
São abordagens com mecanismos e capacidades diferentes. A cirurgia é indicada quando há flacidez estrutural que o estímulo de colágeno não tem condições de corrigir.
O Ultraformer dói?
O procedimento pode gerar desconforto durante a aplicação. A intensidade varia conforme a sensibilidade individual do paciente e a profundidade dos transdutores utilizados.
Quanto tempo duram os resultados do Ultraformer?
Os resultados se desenvolvem gradualmente após a aplicação, conforme o processo de neocolagênese evolui. Tendem a ter duração limitada, exigindo reaplicações periódicas para manutenção, o que o diferencia estruturalmente da durabilidade de uma cirurgia como o Face Lift.


