
O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. João Carlos Pereira Filho, cirurgião plástico especializado em procedimentos estéticos da face e do pescoço, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e da The Aesthetic Society (ASAPS), e integrante do corpo clínico do Einstein Hospital Israelita.
O pós-operatório do Face Lift é o que garante uma recuperação tranquila e um resultado natural, do primeiro curativo à cicatriz madura
Um dos momentos mais decisivos da cirurgia do Face Lift é o pós-operatório que acontece nas semanas seguintes, quando o paciente cuida da recuperação em casa.
É nesse período que surgem as principais dúvidas, já que o pós-operatório do Face Lift exige atenção redobrada com inchaço, curativos e cicatrização, mesmo quando a cirurgia é realizada por um especialista experiente.
Seguir as orientações médicas em cada fase, portanto, é o que determina o resultado final tanto quanto a técnica utilizada na sala de cirurgia.
Além disso, antes mesmo de chegar à sala de cirurgia, alguns cuidados no pré-operatório já influenciam diretamente a qualidade da cicatrização e a segurança do procedimento.
O que é recomendado no pré-operatório do Face Lift?
Para garantir um procedimento seguro, o ideal é que o paciente não seja fumante ou, pelo menos, evite fumar nos dias que antecedem a cirurgia.
Segundo a American Society of Plastic Surgeons (ASPS), o paciente não deve usar anti-inflamatórios e aspirina antes da cirurgia, já que essas substâncias têm ação anticoagulante e impedem a formação normal de coágulos.
Isso pode causar sangramentos prolongados durante e após o procedimento, além de aumentar a incidência, a duração e o tempo de reabsorção dos hematomas.
Por isso, durante a consulta de avaliação, o paciente deve informar todos os medicamentos em uso, para que o cirurgião avalie a necessidade de interromper ou substituir algum remédio temporariamente.
Cronograma do pós-operatório do Face Lift

A recuperação do Face Lift segue etapas bem definidas, e conhecê-las ajuda o paciente a entender o que esperar e onde redobrar a atenção em cada momento:
- Logo após a cirurgia: inchaço e hematomas, leve dor e desconforto, sensação de aperto no pescoço e dificuldade para realizar expressões faciais;
- Após 2 semanas: o cirurgião remove os drenos e os pontos; as cicatrizes ainda estão avermelhadas e salientes;
- Após 3 semanas: o inchaço e os hematomas apresentam menor intensidade; os contornos faciais ficam mais definidos;
- Após 6 semanas: as cicatrizes ficam mais suaves, menos vermelhas e menos saltadas;
- Após 6 meses: o rosto não sente mais rigidez ou formigamento, e a cicatrização total pode se estender até 1 ano.
Após o procedimento, o cirurgião insere drenos no local das incisões, antes do fechamento dos cortes, para prevenir o acúmulo de líquidos, além de aplicar curativos compressivos na região do pescoço.
Ele costuma remover os drenos entre 3 e 5 dias após a alta hospitalar e retira os pontos entre 7 e 12 dias.
Sobre essa etapa, o Dr. João Carlos Pereira Filho detalha no vídeo abaixo como os pequenos ferimentos deixados pelos drenos evoluem rápido:
“Esses orifícios de 3mm, em mais ou menos 5 dias, eles já não são mais notáveis. Então depois que retirado o dreno, forma uma casquinha ali […] e depois essa casquinha vai se contraindo e ela se transforma em um micro pontinho cicatricial”.
Quanto tempo demora a recuperação do Face Lift?
De acordo com a The Aesthetic Society, o inchaço e os hematomas atingem o pico entre 36 e 48 horas após a cirurgia e diminuem gradualmente ao longo das duas semanas seguintes, período em que os resultados do Face Lift começam a ficar mais visíveis.
Ainda assim, o paciente percebe os resultados definitivos, sem qualquer resquício de rigidez, apenas entre 3 e 6 meses. O próprio Dr. João Carlos resume essa evolução:
“Você vai conseguir ver o seu resultado logo depois da cirurgia, mesmo com o inchaço, alguns roxos […] ou com a pele queimada pelo laser, mas o resultado final, que você realmente não vai precisar passar nenhuma maquiagem, eu acredito que seja a partir de três meses. Mais precisamente, ao redor dos seis meses de pós-operatório”.
Por isso, vale a pena consultar casos reais de Face Lift antes e depois para visualizar essa evolução na prática, comparando o histórico de cada paciente.
Edema e inchaço após o Face Lift: como evolui?
O edema após o Face Lift é uma resposta natural do organismo ao trauma cirúrgico, mas sua intensidade e o tempo até o desinchaço completo variam de acordo com fatores como a técnica que o cirurgião utiliza, os cuidados pós-operatórios e as características individuais de cada paciente.
De forma geral, o inchaço mais evidente permanece entre a primeira e a segunda semana, reduzindo consideravelmente a partir da terceira.
Ainda assim, um edema residual mais discreto pode persistir por alguns meses, praticamente imperceptível no dia a dia, mas perceptível ao próprio paciente, especialmente pela manhã.
Cicatriz do Face Lift: como ela evolui até ficar imperceptível?
A cicatriz do Face Lift é, provavelmente, o ponto que mais gera insegurança antes da cirurgia. Para explicar como esse processo acontece na prática, o Dr. João Carlos detalhou a evolução das cicatrizes no vídeo acima.
O cirurgião explica que retira os pontos entre 10 e 12 dias e que, nas semanas seguintes, as pequenas marcas onde os pontos passavam tendem a desaparecer.
Depois disso, resta apenas um “fiozinho” na posição da cicatriz, cuja coloração varia de paciente para paciente, visto que o processo de cicatrização envolve uma maturação da cicatriz.
Essa maturação da cicatriz acontece porque o organismo equilibra gradualmente o aporte sanguíneo da região operada ao da pele ao redor. O Dr. João Carlos explica esse mecanismo em detalhe:
“No começo existe bastante aporte sanguíneo para a cicatriz, para levar as células de cicatrização, e depois esses eventos vasculares […] vão sendo interrompidos, diminuindo a quantidade do aporte sanguíneo para a cicatriz, até que ela tenha o mesmo aporte de sangue dos outros tecidos ao redor”.
Ainda segundo o cirurgião, esse processo leva, em média, de um a três meses, sendo raros os casos que ultrapassam esse período.
Um fator determinante para esse resultado é a ausência de tensão na pele durante o fechamento, quando o cirurgião fecha a pele sem tensão, os estímulos inflamatórios cessam mais rapidamente, o que faz a cicatrização evoluir para sua maturidade de forma bem mais rápida.
Por isso, técnicas como o Deep Plane Face Lift, que reposicionam estruturas profundas em vez de apenas esticar a pele, favorecem cicatrizes mais discretas. Já no Face Lift Endoscópico, as cicatrizes ficam restritas ao couro cabeludo, tornando-se ainda menos visíveis.
Em ambos os casos, o resultado tende a ser tão natural que, como resume o próprio Dr. João Carlos: “Por isso que a cicatrização do lifting, da forma que a gente performa aqui, ela evolui muito bem […] e geralmente esses pacientes nem lembram que essas cicatrizes uma vez existiram”.
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Evitar calor e exposição solar
O sol pode pigmentar as equimoses e ressecar a pele das incisões, prejudicando a cicatrização e deixando a cicatriz saltada e avermelhada de forma definitiva.
O calor, por sua vez, favorece o edema, já que dilata os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo de sangue para a região operada, intensificando o inchaço. Por isso, o paciente deve evitar banhos quentes, saunas, secador de cabelo quente e exposição solar direta.
Além disso, deve manter a área operada sempre fria, aplicando compressas geladas conforme orientação do cirurgião, para ajudar na reabsorção do inchaço e dos hematomas.
Evitar esforço físico e movimentos faciais amplos
Atividades físicas intensas e expressões faciais amplas, como sorrir, franzir a testa ou piscar com força, podem comprometer a cicatrização, aumentar o inchaço e a dor, e até deslocar os pontos cirúrgicos.
O cirurgião também recomenda dormir com travesseiros baixos, mantendo rosto e pescoço em posição neutra, além de evitar alimentos ácidos, muito salgados ou difíceis de mastigar nos primeiros dias.
Higienizar o local da operação
O paciente deve higienizar a região de forma suave, com água morna e sabonete neutro durante o banho, sem esfregar a área. Após a limpeza, deve secar o local com leves tapinhas, usando uma toalha limpa e macia, para não remover curativos ou pontos.
Manter o corpo hidratado
Uma boa hidratação auxilia diretamente na cicatrização, fornecendo os nutrientes necessários para a regeneração dos tecidos, além de ajudar a prevenir edemas. Dessa forma, o paciente deve consumir pelo menos 2 litros de água por dia, evitando cafeína e álcool.
Outros cuidados recomendados
Ainda segundo a The Aesthetic Society, o paciente também deve:
- Não usar maquiagem no rosto até a liberação médica;
- Usar óculos escuros e chapéu de aba larga para sair ao ar livre;
- Lavar o cabelo somente após 24 horas da cirurgia;
- Evitar dirigir na primeira semana após a cirurgia.
Mesmo após a recuperação completa, os especialistas recomendam o uso contínuo de protetor solar para prolongar os efeitos da cirurgia e retardar o processo de envelhecimento, cuidado que também vale para procedimentos combinados, como o Neck Lift, realizado junto ao Face Lift para tratar o pescoço.
Quando voltar ao trabalho após o Face Lift?
O retorno às atividades profissionais varia de paciente para paciente, dependendo da natureza do trabalho e da evolução individual do inchaço e das cicatrizes.
O cirurgião costuma remover os drenos entre 3 e 5 dias após a cirurgia e os pontos entre 7 e 12 dias. Já os hematomas e o inchaço mais evidentes tendem a diminuir a partir da terceira semana.
Onde fazer o Face Lift com segurança em São Paulo?
Quando bem conduzido, o pós-operatório do Face Lift resulta em um rosto rejuvenescido sem parecer “mexido”, o que caracteriza o chamado Face Lift natural, foco da abordagem do Dr. João Carlos Pereira Filho.
O Dr. João Carlos é um cirurgião plástico especializado em procedimentos estéticos da face e do pescoço, com o objetivo de rejuvenescer e melhorar os contornos da região.
Atualmente, o cirurgião realiza atendimentos nas clínicas:
Pereira Medical
- Av. Ibirapuera, 1753 – 9° Andar – Indianópolis, São Paulo.
E as cirurgias são realizadas no Einstein Hospital Israelita, no endereço: Av. Albert Einstein, 627 – Morumbi – SP.
Se você está considerando um Face Lift e quer entender qual plano de recuperação faz mais sentido para o seu caso, agende uma consulta.

Conheça o Dr. João Carlos Pereira Filho

Formado em medicina com 24 anos na PUC-SP, na Faculdade de Medicina de Sorocaba, também realizou residência médica de cirurgia geral e trauma nessa mesma instituição.
Atualmente, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) e membro internacional da The Aesthetic Society (ASAPS).
Além disso, faz parte do corpo clínico do Einstein Hospital Israelita e é responsável pela reconstrução de mama do Programa Cuidar, desta mesma instituição.
Desde janeiro de 2021, tem se dedicado de forma exclusiva às cirurgias de Face Lift, Neck Lift e Forehead Lift para melhorar os contornos das estruturas do rosto e pescoço, buscando melhorar toda a estética e beleza dessas regiões.
Essa dedicação é representada pelas viagens frequentes em busca de conhecimento, seja visitando os cirurgiões que são referências nessas áreas, seja em dissecções, cursos, congressos e encontros internacionais e nacionais.
Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @drjoaocarlospereiraf e do Youtube Dr. João Carlos Pereira Filho.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o pós-operatório do Face Lift
O inchaço mais evidente diminui a partir da terceira semana, mas a recuperação completa, sem qualquer sensação de rigidez, costuma levar entre 3 e 6 meses.
Um edema residual e discreto pode persistir por alguns meses, mas se torna praticamente imperceptível para terceiros já a partir da sexta semana.
Segundo o Dr. João Carlos, o processo de maturação da cicatriz leva, em média, de um a três meses, sendo raros os casos que ultrapassam esse período.
Não. A American Society of Plastic Surgeons recomenda evitar dirigir na primeira semana e não passar a primeira noite sozinho após a alta hospitalar.
O retorno varia de paciente para paciente, dependendo da natureza do trabalho e da evolução do inchaço e das cicatrizes.



